quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Os Ladrões de Livros

Recebi um convite inusitado - escrever algo para uma revista lida apenas por donos de livrarias. O tema era livre, desde que na história tivesse uma livraria.
Recebi a revista ontem, já com meu texto nela  e achei que ficou legal. Como temos poucos donos de livraria entre os leitores do blog, decidi republicar  aqui pra vocês lerem.
É só clicar na imagem.


Mais um bebê-livro procurando lar afetuoso... (sorteio!)

A @enjoyafanta, em um momento de bom senso, decidiu sortear um exemplar do Diário de um Grávido entre seus leitores. Para participar você precisa dizer como foi que recebeu a notícia de gravidez, ou como receberia.

O sorteio é lá no A grande diferença.
Boa sorte!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Post escrito pelos gatos

aaaaaaaaaaaaaaasjdfkkkkkkkkkkkkkkkkkkahbfçasjoijkicnjasiooooooooooooooocjioooooooooooooooooooooooaisjdfoapisjfaosijcakicjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjjz\poiiiiiiiiiiiiix´´´´´´´´´´´´´´áaaaaaaawuie9ifsiojjjjjjjjjjjja´podj´pasjifioviosopasdfjkaspoasaaáásdofjioasdvoçasoijsd

Ps: juro que em breve tem post de gente.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Bebês Serial Killer

A Lucia já foi apresentada, um pouco à minha revelia, dado que preferiria atrasar esse processo, ao Sucrilhos. Sei que é difícil para uma mãe coração mole negar o cereal à pequena enquanto a filha maior se esbalda. Confesso que no dia que ela me pediu, eu dei também. Ela matou o prato. Cereal Killer.



Lucia, sabemos, sempre teve apreciação por mulheres pioneiras. E ela deve ter ouvido seus pais comentando sobre a nova temporada de Dexter, e pensado sobre como faltam vilãs assassinas no cinema. Uma mocinha que queira crescer e matar pessoas tem pouquíssimos modelos a se inspirar. Tem a Hit Girl, mas apesar do sangue todo ela é uma heroína.

E assim, para assombrar seus pesadelos, eis que surge...


















Não pensei em um bom nome de supervilã. Sugestões?
Ainda bem que foto não tem som, ia estragar o clima "horror" se a gente ouvisse ela chamando a redinha de caçar borboletas de "péu! péu!" (chapéu)

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Pai, o (in)desculpavelmente sujo

Você entra em uma sala de reunião cheia. Para saber quem é pai de um bebê pequeno, feche os olhos e use sua napa. O pai vai cheirar ou a hipoglós ou a leite azedo. Porque o bebê bonitinho que você pegou no colo e deu tchau com tanto carinho vomitou nas suas costas ou no seu ombro. Não muito, senão você perceberia e trocaria de roupa. Só o suficiente pra todo mundo perceber menos você.

Crianças maiores, como a Lucia, já não regurgitam tanto, mas são mágicas. Você sai de casa e a criança está assim "nada nesta mão, nada na outra...". Ela pede colo e vai o caminho todo nele, ou seja, não pegou nada de um alçapão mágico no chão ou na lixeira do prédio. Você coloca ela no carro e quando chega na escola a pequena está toda suja e dentro daquelas mãos fechadinhas tem um monte de bolo de chocolate, em breve também na camisa do porteiro.

Você chega no trabalho e tira com água a marca de patinha na frente da camisa, achando-se muito esperto, só para chegar naquela reunião com um grande cliente e alguém te perguntar que caracas é aquela marca de chocolate nas suas costas, que só faltava soletrar "chute-me" em chocolatês.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Toda sofisticada de vocabulário novo e nem quer saber de seu pobre e ignorante pai...

Era tão bonitinho. A Lucia chegava em casa da escola e pedia "Cuxo, cuxo!". Arrancava-me um sorriso toda vez, nem tentei corrigir. Aí ontem ela pede pra mãe um "Cuxo", a mãe pergunta "quer um suco, filha?" e ela responde "qué. Suco".

É o fim de uma era. E a nova era está meio estranha. Agora ela acorda de manhã e fica chamando a mamãe. Eu apareço no quarto e a danada fica de mau-humor. Se joga no berço, não quer vir pro colo, tenta me bater, me empurra e uiva para a porta "mamããããããeeeeeeeeeeeeeee". Nossa, muito rejeitado. Não seria tão ruim se a regra fosse "quem ela chamar vai lá e atende", caso em que eu dormiria muito mais. Aí eu pego ela à força, enquanto ela faz o truque de amolecer os ombros pra escorrer das mãos, troco a fralda enquanto ela esperneia e faço o leite enquanto ela resmunga. Um pouco mais tarde ela sorri e diz "oi papai". Pronto, que ela tenha herdado meu mau-humor matinal já é um castigo. Que esse mau-humor tenha só a mim como alvo? Hmpf, magoei. Quer suco? Vai lá e pega! Ou chama essa preciosa mamãe aí.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Lucia e o treino para Astronauta: Lançamento em 10...9...

Então a Lucia, que aprendeu a escalar antes de aprender a andar, depois de apertar botões fictícios e enfiar o dedo onde não deve, decidiu que queria subir ali no primeiro andar do brinquedo. Achei melhor não, é meio alto. A bonitinha tentou pular, mas a gravidade terrestre não permitiu. Pediu, pediu, acabei colocando ela lá. Aí ela sobe pro próximo andar, que já tem lugares por onde ela poderia cair. Eu não tenho nenhum medo de altura e ao que tudo indica, nem ela. Mas ela lá em cima me deixou tenso. Aí ela queria descer no escorregador mega blaster duplo diamante, o que me deixou  realmente tenso. E se ela pulasse de lá no meio do caminho? Ou escorregasse em altíssima velocidade, fazendo uma cratera nuclear na areia? E se em vez de escorregar ela resolvesse cair de costas pela escada? Pior é que ela queria descer de qualquer maneira pelo escorrega. Então ajudei ela a se posicionar pra garantir a correta entrada no tubo de lançamento. No que ela começou a escorregar me despenquei esbaforido de lá pra acompanhar a descida e protegê-la de quaisquer eventualidades, mas para minha grande surpresa o único tenso ali era eu.



Da série "videos que podem ou não acarretar uma noite no sofá".
Digo "ou não" porque às vezes é um grande mistério.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

A identidade secreta do Homaranha



Se a Lucia é a Aranha-Maravilha, não é surpresa que seu primo Samuel (sim, aquele) seja o Homem-Aranha. A julgar pela foto ele come sucrilhos com esteróides no café da manhã. E a ruivinha, a linda prima Sofia, deve estar, logicamente, vestida de Mary Jane Watson.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Isso lá é coisa que se ensine pras crianças??

Acordei e fui tirar a Lucia do berço. Ela olha pra minha camiseta do Distrito 9, que ganhei em um concurso de frases (aliás ótimo filme), aponta pra o simpático sujeito abaixo e diz 
-"Bicho papão, bicho papão!"

Na hora eu explico:
- "Bicho amigão, Lucia, Bicho amigão".
- "Gão?"
- "Isso, filha, é o bicho amigão"

Enquanto isso eu me pergunto: quem foi o morfético que resolveu ensinar o conceito de bicho papão pra Lucia?
E o que tinha na cabeça? "Veja, uma tranquila menininha, deve ser porque ela não sabe que existem monstros. vou mudar isso já!" Morféticos. Ah se eu pego vocês...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Feliz aniversário, filha!

Então algum macaco que evoluiu em uma bola de lama orbitando uma estrela média G2 no braço de Orion de alguma galáxia menor, nos cafundós do supercluster de Virgem  quase não fez senão comer, dormir, sujar fraldas, aprender a falar, mandar e fazer uma puta zona pela duração de (2)x(2.9010x10 -elevado a dezessete) períodos da radiação correspondente a dos níveis hiperfinos do estado básico de um átomo de Césio-133 descansando à temperatura de zero kelvin.

E isso é motivo de grande felicidade!!

"Querida Lucia,
Nesses seus dois anos eu descobri mais coisas sobre a vida que nos últimos vinte. Quando você veio eu me preocupava se eu saberia te ensinar, e mal desconfiava o quanto teria pra aprender.
Lembra da frase do Paul Valery?
- Feliz é o homem que ao acordar, se reencontra com prazer e se reconhece como aquele que gosta de ser.
Esse foi o seu presente pra mim.
Obrigado por tudo,
seu pai."

















domingo, 3 de outubro de 2010

Lucia e o Processo Eleitoral

Lucia acorda umas seis e meia e é meu dia de acordar cedo. Maria, tal qual um zumbi, acorda junto. Faço café da manhã pras duas, e Maria volta pra cama. que inveja. Passa mais um tempinho, Lucia elétrica e para não acordar a Ana, vou com a Lucia voltar.

Chegamos um pouco antes da zona abrir e esperamos no carro, por causa da chuva. Ok, abriu, pego a Lucia e vou mostrar pra ela como funciona a democracia. Tem uma fila de gente esperando o elevador, já que dos seis andares do prédio, só os dois últimos estão sendo utilizados. resolvo ir de escada.

No primeiro lance de escadas a Lucia começa a vomitar em jorros. Acerta meu sapato, a barra da minha calça, minha camiseta, as roupas dela, e pobre da zona eleitoral, que além de um cheiro horroroso passou a ser perigo de queda. Subo mais um lance e nosso pequeno reservatório de vômito infinito repete o ato mais três vezes. Perdão, ó eleitores da faculdade Sumaré. Por sorte eu não estava na fila do elevador, ou teria sido linchado.

Levo a pobre ao banheiro, dar uma limpadinha básica, e depois pego o elevador. Não são alguns litros de matéria semi-digerida que vão me fazer mudar de idéia. Fico na fila da minha seção, ouvindo comentários do tipo "é, essa é a criança que vomitou tudo aqui" e outros que não consigo discernir, e chegando lá dentro, me dizem que meu nome não está lá. Vou na seção do lado, todo vomitado, fedorento e horrorizando as pessoas,  passo na frente da fila pra perguntar se meu nome está lá, e me dizem que não.

As pessoas ficam falando, ou terei imaginado, "nossa que absurdo", e eu em resposta aponto a Lucia na direção deles e digo tem mais vômito aqui, se encher o saco eu aperto o gatilho, ou terei imaginado isso.

Em vez de repetir esse processo em todas as salas daquela verdadeira zona, olho para a carinha da Lucia e digo "processo eleitoral, você venceu dessa vez, e vamos pra casa, só parando pra justificar o voto na saída. Justificar o voto na minha própria zona eleitoral é muito o fim da picada. A justificativa ficou cheirando a vômito, o que, espero, constitua razão em si mesmo.

Chegamos em casa, tiro minha roupa, a da Lucia, ponho pra lavar, visto a Lucia, visto uma roupa e quando a Ana acorda ela mal imagina a verdadeira aula de democracia visceral que nós tivemos.